Diagnóstico de Vazamento de Faturamento · Jan–Jun 2026

6 meses fechados · dados ao vivo (Meta Ads, GA4, RD CRM) + auditoria do site + benchmark de mercado · 11/07/2026
Rapport
Sumário executivo

Onde o dinheiro vaza

A leitura de entrada era "mudou a plataforma em fevereiro e a performance desandou; o gargalo é o tráfego e o carrinho". Os dados de Meta, GA4 e RD, cruzados com a auditoria do site e o benchmark de mercado, contam outra história. Os itens com o marcador azul abrem a evidência por trás da afirmação.

Fevereiro não quebrou nada

No Meta, fevereiro foi o pico de ROAS (4,77x). A performance segurou em ~4x de janeiro a maio — no nível ou acima do baseline de 2025 (3,96x). No GA4, a conversão da loja melhorou de fevereiro a maio (0,24% → 0,29%). A troca de plataforma não aparece como quebra em nenhuma das duas fontes.

Os cinco vazamentos, por alavanca

  1. O gargalo visita → carrinho, no site.
    A conversão da loja está abaixo do benchmark de móveis, e a auditoria do site isola o ponto exato: entre o clique e o add-to-cart. Prazo de 45 dias escondido no rodapé, frete travado atrás da seleção de variação, zero prova social na página de produto, cupom divergente. Correções de baixo esforço. Elevar o add-to-cart de 0,77% para 1,5% valeria ~R$87 mil/mês com a mesma mídia.
  2. O consultivo/WhatsApp operado no escuro.
    O canal de maior ticket (R$3.061, ~⅓ a ½ da receita) roda sem processo: no RD, os negócios entram com valor R$0, sem motivo de perda tagueado, muitos parados. Quando secou em junho, não havia cadência pra recuperar. Estrutural, e não tem relação com plataforma.
  3. Colapso de junho por super-escala.
    O orçamento subiu ~99% dentro do mês e o tráfego foi despejado na fadiga: junho teve o maior volume de sessões do semestre (38.810) com a pior conversão (0,11%). Meta e loja caíram juntos, só em junho. Operacional e reversível.
  4. A tag de add-to-cart do GA4 está quebrada.
    Maio registrou 27 carrinhos para 210 checkouts e 71 compras — impossível. Isso não invalida o gargalo (o pixel do Meta corrobora o ATC baixo), mas cega qualquer análise de funil pelo GA4. Consertar o rastreio é pré-requisito de medição confiável.
  5. Meta de R$150k/mês descolada da capacidade — mas alcançável pela conversão.
    Nos melhores meses a loja fez R$141–155k; a média fica em ~R$100–155k. R$150k não se alcança com mais verba (foi o que falhou em junho) — se alcança elevando a conversão do site.
Este diagnóstico combina a análise multicanal da Rapport (tráfego, loja, CRM, benchmark, com dados puxados ao vivo do Meta Ads, GA4 e RD) com a auditoria de CRO do site da gestão de tráfego (Milton Alves). As duas leituras convergem no mesmo ponto e se complementam.
A curva de 6 meses

Tráfego e loja, mês a mês

Meta Ads (conta principal, reconciliado com o fechamento de junho) e funil da loja no GA4 — ambos puxados ao vivo via API. A eficiência segurou até maio; junho é a exceção.

ROAS do Meta

4,56
Jan
4,77
Fev
3,78
Mar
4,50
Abr
3,77
Mai
2,76
Jun
Pico em fevereiro. Média do semestre 4,00x — acima da mediana global (1,93x) e do baseline 2025 (3,96x). A queda é só de junho.

Conversão da loja (GA4)

0,18
Jan
0,24
Fev
0,27
Mar
0,25
Abr
0,29
Mai
0,11
Jun
Conversão melhorou de fevereiro a maio. Junho corta pela metade — tráfego despejado que não converteu.

Números mês a mês

MêsInvest. MetaROAS MetaSessões lojaConv. lojaReceita loja (GA4)
JaneiroR$ 24.3414,5634.5450,18%R$ 125.757
FevereiroR$ 20.5254,7725.1950,24%R$ 110.384
MarçoR$ 17.4663,7817.5990,27%R$ 87.774
AbrilR$ 24.4814,5023.6990,25%R$ 155.392
MaioR$ 24.4923,7724.8200,29%R$ 140.998
JunhoR$ 26.0412,7638.8100,11%R$ 82.014
Jan–JunR$ 137.3464,00165.117~0,21%R$ 548.906*
*Receita atribuída ao Meta no total; a receita da loja no GA4 (compras online rastreadas) não inclui a venda direta por WhatsApp (offline), então subestima o total do negócio. Fonte: API do Meta Ads (conta act_517148882863634) e GA4 (property 411044868), extraídas em 11/07/2026.

Junho, a anomalia

Maior volume de sessões do semestre com a pior conversão e o pior ROAS. É a inversão de escala já vista no fechamento de junho: orçamento diário subindo ~99% na semana enquanto vendas caíam e o custo por venda triplicava. Não é dano de plataforma — é escala mal calibrada.

Saúde vs. mercado

As métricas estão saudáveis?

Benchmark de e-commerce de móveis e decoração no Brasil (Neotrust) e referências globais (Baymard, WordStream, ClickPost). Atrair está saudável; converter o visitante em carrinho é onde falta. Clique em "metodologia e fontes" para o porquê de cada faixa, com os links.

MétricaCRIAFaixa saudávelVeredito
ROAS Meta2,76–4,77x1,93x mediana · 4–6x bomOk a bom
CPCR$ 1,01–1,03barato p/ BRSaudável
CTR2,14–2,21%2,19% mediana · 2,92% casa/decorNa média
Abandono de checkout~71%70% global · 80–82% BRNormal
Conversão da loja~0,25%0,7% móveis BR · 1,6% casa/decorAbaixo
Add-to-cart (pixel Meta)0,5–1,1%~4% móveis · 5–7% geralCrítico
O ponto de add-to-cart tem duas medições: o pixel do Meta (fonte da gestão de tráfego) mostra ATC real de 0,5–1,1%, bem abaixo do setor — o gargalo é real. A tag equivalente no GA4 está quebrada e precisa ser corrigida à parte.

Leitura de uma frase: custo e clique estão saudáveis e o abandono de checkout está dentro do normal do setor. O que puxa a conversão para baixo do benchmark de móveis é a etapa visitante → carrinho — confirmada tanto pelo pixel do Meta quanto pela auditoria do site. A prioridade de alavancagem é a experiência de página de produto, não mais mídia.

Auditoria do site · CRO

Por que o visitante não vira carrinho

A gestão de tráfego auditou o código e o conteúdo da home e da página da Poltrona Baiana Couro (maior ticket anunciado). Os achados isolam o gargalo entre o clique e o add-to-cart, e a maioria é correção de configuração, não redesenho. Clique em cada card para ver o print real do site e a explicação completa.

O tamanho do prêmio

Mantendo mídia, ticket e taxas pós-carrinho constantes, e movendo só o add-to-cart:

CenárioTaxa ATCVendas/mêsReceita/mêsAdicional
Atual (base abr–jun)0,77%~43R$ 91 mil
Conservador1,5%~85R$ 178 mil+ R$ 87 mil
Intermediário2,0%~113R$ 238 mil+ R$ 147 mil
Meta (jun/26)2,5%~142R$ 297 mil+ R$ 206 mil
Simulação de ordem de grandeza (não projeção exata), do diagnóstico da gestão de tráfego. Nenhuma das correções abaixo exige redesenho ou troca de plataforma.
ver print +

1. Prazo de 45 dias escondido

O visitante vê o preço de R$ 7.490 e só descobre no meio do texto que a confecção leva até 45 dias úteis + entrega. Surpresa no momento da decisão. O selo Entrega Express (7 dias) é o antídoto e está subaproveitado. Impacto muito alto

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2. Frete travado atrás da variação

A página exige "selecione uma variação" antes de liberar o botão Comprar e o simulador de frete — muitas vezes com uma única opção. O cliente não consegue nem estimar o frete sem cumprir uma etapa desnecessária. Impacto alto

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3. Zero prova social na página de produto

A poltrona mais vendida exibe "seja o primeiro a opinar". A marca tem depoimentos reais com foto na home, mas nenhuma avaliação onde a decisão acontece. Num ticket de R$5–9 mil, isso pesa direto na confiança. Impacto alto

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4. Cupom divergente site × anúncio

O popup do site oferece CRIA5 (5%) enquanto as campanhas usam CRIA10 (10%). Condição diferente entre anúncio e site mina a confiança no momento mais sensível. Impacto médio

5. Performance mobile e higiene técnica

O HTML repete o menu de categorias várias vezes e o servidor gasta ~2s só de processamento antes de qualquer imagem. Como a maior parte do tráfego é mobile, o carregamento real fica acima do ideal — e velocidade correlaciona direto com conversão. Tratar com o tema (Samá Themes). Impacto alto

6. SEO básico e parcelamento

Meta description da home vazia e título genérico ("Somos Cria") prejudicam o SEO e a nota de qualidade no Google Ads. E o destaque de parcelamento é 6x (R$1.248/mês na poltrona de couro) quando concorrentes ancoram em 10–12x. Impacto médio

Mídia

O que reativar e o que criar

Dos 382 anúncios com entrega no semestre, um padrão claro de vencedores. São a base pra reativar o que foi abandonado na corrida pela meta e pra produzir os próximos.

AnúncioFormatoInvestidoReceitaROAS
ADS20 Mesa de Cabeceira ArcosVídeoR$ 4.327R$ 42.2039,8
ADS27 Poltrona Baiana CouroImagemR$ 5.370R$ 34.9176,5
ADS11 Entrega ExpressVídeoR$ 2.974R$ 31.58810,6
ADS05 Vídeos Mais VendidosVídeoR$ 1.955R$ 19.62310,0
ADS19 FeedbackReels · prova socialR$ 798R$ 16.23820,3
ADS06 Designe CriaCarrosselR$ 1.098R$ 11.17410,2
ADS04 Multimídia JapaVídeoR$ 958R$ 8.9049,3
Padrão vencedor: vídeo de produto (Mesa Cabeceira, Entrega Express, Vídeos Mais Vendidos, Multimídia), Poltrona Baiana (couro e carrossel) e prova social (Reels de feedback, ROAS 20). O Catálogo (ADS07, R$36.795, ROAS 5,9) sustenta o volume. Reativar campanhas/criativos desse perfil que foram pausados é a aposta de menor risco.
Comercial

O consultivo operado no escuro

O canal de venda direta por WhatsApp é o de maior ticket e responde por boa parte da receita. É também o menos instrumentado da operação.

Ticket venda direta
R$ 3.061
2x o do e-commerce
Share da receita (jun)
~59%
WhatsApp + recuperação
Deals no pipeline
~318
Venda Direta · muitos parados
Valor nos deals do RD
R$ 0
nenhum negócio valorado

No RD, todos os negócios entram com valor zero, os motivos de perda quase não são preenchidos (3 registros de "Preço", zero de "Demora no follow" no histórico) e há muitos deals parados sem cadência. O CRM é populado por automação (carrinho, RFV), não é usado como processo de vendas. O ativo de maior ticket da CRIA é operado sem número — quando o volume de mensagens secou em junho, não havia processo pra reagir. Este é o vazamento de maior alavanca e o mais barato de atacar, porque é processo, não plataforma.

Medição

Consertar o rastreio antes de concluir

Add-to-cart do GA4 quebrado

Maio: 27 eventos de carrinho no GA4 contra 210 checkouts e 71 compras. Impossível. A tag add_to_cart do GA4 não dispara direito, então o funil do GA4 fica cego. O gargalo em si é confirmado pelo pixel do Meta — isto é sobre consertar a medição, não sobre negar o problema.

RD Marketing sem leitura

Os endpoints de analytics do RD Marketing (funil, e-mail, nutrição) retornam erro de autorização. A camada de inbound (que gerou R$338k em 2025) fica fora da medição até o acesso ser religado. O CRM funciona; o Marketing precisa de reautenticação.

Isso conecta direto ao ponto levantado internamente: "precisa melhorar a metrificação". Sem rastreio confiável, toda conclusão de conversão carrega ruído.
Plano de ação

Por onde começar

Ordenado por impacto sobre o faturamento contra o esforço. As quatro primeiras não dependem de consultoria externa nem de trocar plataforma.

#AçãoFrenteImpactoEsforço
1Prazo de confecção junto ao preço + destaque máximo no selo Entrega ExpressSite (Tray)Muito altoBaixo
2Liberar simulador de frete sem exigir seleção de variaçãoSite (Tray)AltoBaixo
3Recalibrar a escala do Meta: teto de budget, sem dobrar na fadiga; concentrar nos vencedores. Não escalar mídia enquanto o site não converteJunho / mídiaAltoBaixo
4Processo mínimo de WhatsApp: valorar deals, cadência de follow-up, tag de perda no RDConsultivoAltoMédio
5Prova social nas páginas de produto mais anunciadas (migrar depoimentos existentes)Site + MarketingAltoMédio
6Consertar a tag de add-to-cart do GA4 e religar o acesso ao RD MarketingMediçãoAltoBaixo
7Unificar o cupom de primeira compra (CRIA5 no site × CRIA10 nos anúncios)MarketingMédioBaixo
8Performance mobile (Samá Themes) + SEO básico (meta description e título)Site / temaAltoMédio
9Reativar criativos/campanhas vencedores pausados (vídeo, Baiana, feedback)MídiaMédioBaixo
10Ancoragem de parcelamento em 10–12x nas peças acima de R$5k + recalibrar a meta mensal à capacidade realComercialMédioBaixo
A maior parte destas correções é configuração dentro da própria Tray e conteúdo — não exige consultoria externa nem troca de plataforma. A consultoria de e-commerce (R$15–20k) só se justifica se, depois dos ajustes de site, o add-to-cart não reagir. Primeiro os fixes internos, que têm o maior retorno por real investido.
Evidência

Por que fevereiro não quebrou nada

A tese interna era que a troca de plataforma em fevereiro derrubou a performance. Os dois dados que mediriam isso — o ROAS do tráfego e a conversão da loja — mostram o contrário: fevereiro foi o melhor mês, não o pior.

MêsROAS MetaConversão loja (GA4)
Janeiro4,560,18%
Fevereiro ← troca de plataforma4,770,24%
Março3,780,27%
Abril4,500,25%
Maio3,770,29%
Junho2,760,11%

Se a plataforma tivesse quebrado a operação em fevereiro, a conversão da loja teria caído a partir dali. Ela subiu — de 0,24% para 0,29% até maio. O ROAS do Meta bateu o pico exatamente em fevereiro (4,77x). A queda real é isolada em junho, e tem causa própria (super-escala). Fonte: API do Meta e GA4, extração 11/07/2026.

O gargalo

Onde exatamente o funil vaza

O funil tem quatro etapas: visita → carrinho → checkout → compra. Se a gente olha onde a maior queda acontece, o problema não está em atrair (o clique chega barato e qualificado) nem em finalizar (quem chega ao checkout compra em taxa normal). Está na primeira transição: o visitante que não adiciona ao carrinho.

EtapaTaxa de passagemSituação
Visita → carrinho (add-to-cart)0,5–1,1%Gargalo — benchmark ~4%
Carrinho → checkout~65%Saudável
Checkout → compra~42%Saudável (abandono 71% = normal)

Dados consolidados de abril a junho (fonte: gestão de tráfego, planilha de resultados + pixel Meta). A conclusão isola o problema entre o clique e a decisão de adicionar ao carrinho — ou seja, a experiência da página de produto: prazo, frete, prova social, confiança e velocidade. Os seis achados da auditoria do site (na seção "Por que o visitante não vira carrinho") explicam cada peça disso, com print.

Evidência

Junho: mais tráfego, menos venda

Junho foi o melhor mês de captação (maior volume de sessões e melhor CTR do semestre) e, ao mesmo tempo, o pior de conversão. Isso é a assinatura de escalar orçamento numa loja que não converte: mais gente entra, a mesma proporção pequena adiciona ao carrinho, e o custo por venda dispara.

MêsSessõesInvest. MetaConversãoROAS
Abril23.699R$ 24.4810,25%4,50
Maio24.820R$ 24.4920,29%3,77
Junho38.810 (+56%)R$ 26.0410,11%2,76

Sessões +56% e conversão cortada pela metade no mesmo mês. A recomendação da gestão de tráfego bate com isso: não escalar mídia de forma agressiva enquanto o gargalo do site não for tratado — cada real a mais em verba paga para levar mais gente a uma página que não converte. O retorno de corrigir o site é, hoje, maior que o de mais mídia.

Prova · dados ao vivo

A tag de add-to-cart do GA4 está quebrada

Puxei o funil da loja direto do GA4 (property 411044868) e o do Meta direto da API. No GA4, um mês denuncia a tag: maio registrou 27 carrinhos, mas 210 checkouts e 71 compras. É logicamente impossível — ninguém finaliza checkout ou compra sem antes adicionar ao carrinho. O evento add_to_cart parou de disparar direito.

Mês (GA4)add_to_cartcheckoutscompras
Janeiro47523861
Fevereiro46615861
Março25612147
Abril20213660
Maio27 ⚠21071
Junho26115741

Agora o mesmo mês no pixel do Meta (act_517148882863634): o add_to_cart de maio foi 189 — normal, na faixa dos outros meses. O pixel do Meta não furou; a tag do GA4 sim.

Mês (pixel Meta)add_to_cartcompras
Abril15345
Maio18954
Junho13733

Conclusão: a taxa de add-to-cart usada no diagnóstico (0,5–1,1%) vem do pixel do Meta, que é consistente — então o gargalo é real. A tag do GA4 precisa ser corrigida à parte, senão qualquer análise de funil pelo GA4 (e as automações de carrinho abandonado ligadas a esse evento) fica cega. Fonte: extração ao vivo do GA4 e do Meta em 11/07/2026.

O caminho

R$150k é alcançável — pela conversão, não pela verba

A meta de R$150k/mês parece descolada porque a loja fez, em média, ~R$100–155k nos últimos meses, e junho provou que mais budget não resolve (sessões +56%, receita caindo). Mas a meta é atingível — o que muda a conta é a taxa de add-to-cart, não o investimento.

Usando a mesma simulação da gestão de tráfego (mídia, ticket e taxas pós-carrinho constantes):

Taxa de add-to-cartReceita/mês estimada
0,77% (hoje)~R$ 91 mil
~1,3% ← alcança a meta~R$ 150 mil
1,5% (conservador)~R$ 178 mil
2,0%~R$ 238 mil

Ou seja: sair de 0,77% para ~1,3% de add-to-cart — ainda muito abaixo do benchmark de móveis (~4%) — já leva a loja a R$150k com o mesmo investimento em mídia. O caminho ideal, em ordem:

1. Corrigir os pontos do site (prazo/Express, frete, prova social, cupom) — é o que move o add-to-cart de 0,77% para a faixa de 1,3–1,5%.
2. Puxar o mix pra premium — cada venda de ticket mais alto (Baiana, Arcos) levanta a receita por conversão, encurtando o caminho até a meta.
3. Efeito composto — com o site convertendo mais, o mesmo orçamento gera mais sinal de conversão pro algoritmo do Meta, o que tende a baratear o CPA ao longo do tempo.

A meta não está errada como número. Está errado esperá-la de mais mídia. Ela mora na conversão.

Dados · RD CRM

O canal de maior ticket, sem número

Puxei os pipelines do RD CRM ao vivo. O de venda direta (WhatsApp) é o de maior valor por atendimento, e é o menos instrumentado da operação:

Deals no pipeline Venda Direta~318
Ganhos (histórico)48 (~15%)
Deals com valor preenchido0 — todos R$0
Motivo de perda "Demora no follow"0 registros
Motivo de perda "Preço"3 registros

O CRM é populado por automação (carrinho abandonado, RFV), não por um processo de vendas. Como nenhum negócio carrega valor e os motivos de perda não são tagueados, é impossível medir quanto o canal perde e por quê. Só sabemos que ele responde por ~59% da receita em junho (WhatsApp + recuperação, ticket R$3.061 — 2x o do e-commerce) e que, quando o volume secou, não havia cadência de follow-up pra reagir.

Este é o vazamento de maior alavanca e o mais barato: é montar um processo mínimo (valorar os deals, cadência de follow-up, tag de perda), não trocar ferramenta nem plataforma. Fonte: RD CRM via API, 11/07/2026.

Metodologia e fontes

De onde vêm as faixas de benchmark

Conversão de e-commerce. A referência não é a média geral do varejo (1,65% no Brasil, Neotrust 2024), e sim a categoria móveis, que converte mais baixo por ticket alto e ciclo de decisão longo: 0,7% (móveis) e 1,6% (casa e decoração). Por isso ~0,25% é "abaixo" e não "catastrófico" — o piso realista do setor é ~0,5–1,0%. Neotrust via babitonhela.

Abandono de checkout. A referência global é ~70% (Baymard, média de 49 estudos); no Brasil sobe para 80–82% (Opinion Box). Por isso o ~71% da CRIA é "normal" — está melhor que a média brasileira. Baymard · E-Commerce Brasil.

Add-to-cart. Média geral ~5–7%; em móveis/casa cai para ~4% (proxy global — não há recorte público de móveis no Brasil). Por isso 0,5–1,1% é crítico: está a ~¼ do padrão do setor. ClickPost.

ROAS do Meta. A mediana de todos os setores no Facebook é 1,93x; "bom" para e-commerce é 4–6x. Estar acima de 1,93x significa acima da média do mercado — a CRIA cruza a faixa "boa" no topo (4,77x). WordStream 2024/26.

CPC e CTR. O CTR mediano global é 2,19% (a CRIA está na média); casa e decoração chega a 2,92% (teto a buscar). O CPC global é ~US$1,72; no Brasil, em reais, é estruturalmente mais barato — leilão menos disputado e câmbio — por isso R$1,01–1,03 é saudável, não um sinal de problema. WordStream · Lebesgue · viniensina (BR).

Ressalva: os números de móveis do Brasil vêm da categoria "móveis" da Neotrust (não "design de alto ticket" puro); add-to-cart e CAC por setor são proxies globais. Benchmarks de conversão divergem por metodologia — usamos a Neotrust como a régua mais conservadora e comparável.

Auditoria do site · print real

Prazo de 45 dias comunicado como nota de rodapé

Prazo de confecção na descrição do produto
Página da Poltrona Baiana Couro em somoscria.com.br · captura 11/07/2026

O visitante chega pelo anúncio, vê o preço (R$ 7.490) e a descrição — e só descobre no meio do texto que a confecção leva até 45 dias úteis, mais o prazo de entrega. São mais de dois meses de espera revelados como surpresa, no momento exato da decisão. Para o público premium da CRIA, produção artesanal sob demanda pode ser argumento de valor ("feito para você, do traço ao detalhe") — mas só se comunicada com transparência, ao lado do preço. Hoje funciona como quebra de expectativa.

Correção (esforço baixo, impacto muito alto): subir o prazo para junto do preço como parte da proposta de valor, e dar destaque máximo ao selo Entrega Express (7 dias úteis) nas peças elegíveis — ele é o antídoto direto e hoje está subaproveitado na página.

Auditoria do site · a confirmar por SKU

Frete e compra travados atrás da variação

Topo da página de produto com o CTA de compra
Página da Poltrona Baiana Couro Legítimo · captura 11/07/2026

A auditoria da gestão de tráfego observou que a página exige "selecione uma opção para variação do produto" antes de liberar o botão Comprar e o simulador de frete — o que impede o visitante de estimar o frete (objeção central em móveis) sem cumprir uma etapa que muitas vezes tem uma única opção.

Nota de verificação: na captura acima, feita no SKU "Couro Legítimo", o CTA de compra apareceu disponível sem o bloqueio de variação. O gate parece depender do produto (aparece nas peças com mais de uma variação, ex. veludo/couro). Recomenda-se mapear em quais SKUs o bloqueio ocorre e, onde ocorrer, liberar o simulador de frete sem exigir a seleção — ou pré-selecionar a variação quando houver só uma opção. Impacto alto onde ocorre

Auditoria do site · print real

Nenhuma prova social onde a decisão acontece

Área de avaliações da página de produto vazia
Página da Poltrona Baiana Couro · captura 11/07/2026

A página da poltrona mais vendida da loja exibe "seja o primeiro a opinar". A marca possui depoimentos reais com foto (mostrados na home), mas nenhuma avaliação aparece na página de produto, onde a decisão acontece. Para um ticket de R$5 a 9 mil de uma marca que boa parte dos visitantes está conhecendo pelo anúncio, a ausência de avaliações pesa diretamente sobre a confiança — uma das objeções mapeadas na base da marca.

Correção (esforço médio, impacto alto): ativar avaliações nas páginas mais anunciadas, migrando os depoimentos que já existem (WhatsApp / Instagram) para as PDPs.

Auditoria do site · print real

Cupom divergente entre site e anúncio

Popup de cupom de primeira compra do site
Popup de entrada em somoscria.com.br · captura 11/07/2026

O popup do site oferece CRIA5 (5% OFF na primeira compra), enquanto o padrão das campanhas é CRIA10 (10% OFF). Se o cliente vê uma condição no anúncio e outra no site, a inconsistência mina a confiança no momento mais sensível da jornada. A navegação ainda expõe uma terceira mensagem — o banner "Seleção de Design" com descontos progressivos de até 20% — então o visitante encontra três ofertas diferentes competindo entre si.

Correção (esforço baixo, impacto médio): definir qual cupom está vigente e alinhar todos os pontos de contato — anúncio, popup, checkout.